MODOS

Criada pelo Grupo de Pesquisa MODOS - História da Arte: modos de ver, exibir e compreender, a revista MODOS objetiva publicar textos que visam discutir a produção artística, crítica e historiográfica dedicada às artes visuais em suas várias dimensões, dando ênfase aos lugares de exibição, à circulação, às coleções e às narrativas que instituem como percebemos, interpretamos e divulgamos a produção artística e o objeto de arte. MODOS está vinculada a seis Programas de pós-graduação em Artes/Artes Visuais (UNICAMP, UFRJ, UnB, UFRGS, UFBA e UERJ). A revista aceita artigos (em português, espanhol e inglês), traduções, entrevistas e resenhas de livre tema, bem como textos para dossiês temáticos, organizados por pesquisadores convidados pela Comissão Editorial ou pelos Editores.

Created by Research Group MODOS – Art History: modes of seeing, exhibiting and understanding, MODOS Art Journal aims to publish texts that discuss artistic, critical and historiographical work focused on the visual arts in its various dimensions, highlighting the exhibition venues, circulation, collections and narratives that establish how we view, interpret and promote art and the art object. MODOS Art Journal brings together researchers from six Brazilian public universities (UNICAMP, UFRJ, UnB, UFBA, UERJ and UFRGS), engaged in their respective graduate programs. It will accept articles (in portuguese, spanish and english), translations, interviews and reviews, as well as texts for thematic dossiers, organized by researchers invited by the Editorial Board or by the Editors.

Créée par le Groupe de Recherche MODOS - Histoire de l'art: des manières de voir, d'exposer et de comprendre, la revue MODOS  publie des textes qui analysent la production artistique, critique et historiographique dédiée aux arts visuels dans ses diverses dimensions. Notre intérêt  porte en particulier sur les lieux d'exposition, la circulation, les collections et les récits établissant la façon dont nous percevons, interprétons et diffusons la production artistique et l'objet d'art. MODOS est liée à six programmes d'études doctorales en arts / arts visuels (UNICAMP, UFRJ, UNB, UFRGS, UERJ et UFBA). La revue accepte des articles (en portugais, espagnol et anglais), ainsi que des traductions, des entrevues et des comptes rendus sur des thèmes libres, ou des textes pour les dossiers thématiques organisés par des chercheurs invités par les éditeurs ou par le comité éditorial.

Creada por el Grupo de Pesquisa MODOS - Historia del Arte: modos de ver, exhibir y comprender, la revista MODOS publica textos que tienen como objetivo el discutir la producción artística, crítica e historiográfica dedicada a las artes visuales en sus varias dimensiones, dando énfasis a los lugares de exhibición, a la circulación, a las colecciones y a las narrativas que instituyen  como percibimos, interpretamos y divulgamos la producción  artística y el objeto de arte.MODOS está vinculada a seis Programas de post-graduación en Artes/Artes Visuales  (UNICAMP, UFRJ, UnB, UFRGS, UERJ y UFBA). La revista acepta artículos (en portugués, español e inglés), traducciones, entrevistas y reseñas de libre tema, bien como textos para dosieres temáticos, organizados por pesquisadores convidados por la Comisión Editorial  o por los Editores.

 


ISSN: 2526-2963

Notícias

 

Chamada para dossiê

 

Objetos inquietos

As chaves de leitura tradicionais sobre os objetos (práticos, poéticos, cotidianos, artísticos, banais, excepcionais) consideram-nos na inércia, desenvolvendo-se poucas análises sobre seus movimentos, suas ações no espaço e no tempo, suas atuações no mundo, especialmente no campo da história da arte.  Mas podemos pensar que a condição de imobilidade é uma situação temporária e o destino de muitos objetos é sua errância. Há inúmeros objetos inquietos, como há múltiplos modos de inquietude em objetos.  Alguns, saindo da sua inércia, assumem uma lógica desordenada e imprevisível de atuação, assumindo uma identidade particular.  Existem uns que, frente à sua potência poética em sobressalto, nos deixam atônitos, com a mente agitada, sem condições de nos manter passivos, fazendo-nos ver, ouvir, sentir de maneira incomum.  Outros nos instigam a rever paradigmas, conhecimentos dados e visualidades datadas. Alguns fazem nos movimentar com eles ou pelo menos nos provocam mobilidade, ao circundá-los, penetrá-los, experimentá-los.  Alguns nos incitam a nos movermos por destinos ainda não explorados, fazendo com que nossos corpos empreendam, necessariamente, novas posturas. Certos objetos tiveram como destino várias paragens, reinventando-se a cada lugar ocupado e incidindo sobre a conformação do lugar, como se nunca conseguissem se acomodar em determinada situação. Isso também pode ocorrer nos enquadramentos classificatórios, quando os rótulos não conseguem dar conta da natureza múltipla e ambígua dos objetos inquietos.& nbsp; Sua inquietude também implica se manterem como  enigmas, dificultando-nos decifrar aquilo que guardam e não dizem, que escapam às nossas indagações, ou se manterem como errantes ou metamórficos que, por sua propensão a mudanças constantes, de lugar e de aparência, atrapalham percebê-los em suas variantes.

A provocação do dossiê é a de invocar objetos que contem histórias da arte diversas, a partir de suas biografias (ou autobiografias), seus percursos e performances, narrando suas inquietudes.  Objetos inquietos envolvem olhares agitados que, por sua vez, demandam compreensões sacudidas e esperam narrativas em desassossego.

 Prazo de submissão: 30 de janeiro de 2018.


Unquiet objects

Key, traditional readings of objects (practical, poetic, everyday, artistic, banal, exceptional) consider them inert, with little analysis of their movements, their actions in space and time, their actions in the world, especially in the field of art history. But we may think that the condition of immobility is a temporary situation and the fate of many objects is to wander. There are numerous unquiet objects, as there are multiple types of unquietness in objects. Some, emerging from their inertia, assume a disorderly and unpredictable logic to their action, adopting a particular identity. There are some who, faced with their startled poetic power, leave us astonished, with a restless mind, unable to remain passive, making us see, hear, feel in an unusual way. Others urge us to review paradigms, knowledge, data and dated visualities. Some make us move with them or at least cause us to move by circling them, penetrati ng them, experiencing them. Some urge us to move to as yet unexplored destinations, making our bodies need to undertake new postures. Certain objects were destined for several stops, reinventing themselves in each occupied place and impacting on the shape of the place, as if they could never settle in certain situations. This may also occur in classificatory frameworks where labels cannot account for the multifaceted and ambiguous nature of the unquiet objects. Their unquietness also implies that they remain enigmas, making it difficult to decipher what they withhold and do not say, escaping our questions, or remaining transitory or metamorphic that, by their propensity to change place and appearance constantly, hinders our ability to notice them in their variant states.

The provocation of the dossier is to invoke objects that contain various art histories, from their biographies (or autobiographies), their paths and performances, narrating their disquiet. Unquiet objects involve agitated looks which, in turn, demand shaken insights and await narratives in unrest.

Submission deadline: January 30, 2018.

Organização: Marize Malta (Escola de Belas Artes - Universidade Federal do Rio de Janeiro); Maria João Neto (Instituto de História da Arte - Universidade de Lisboa).

 
Publicado: 2017-04-17
 
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