Helena Ignez : ator-autor entre a histeria e a pose, o satélite e a sedução

Pedro Maciel Guimaraes, Ismail Xavier

Resumo


A atriz Helena Ignez utiliza de “orientações essenciais de interpretação”,
segundo a fórmula analisada por Luc Moullet, para singularizar seu aparecimento na
obra de diferentes cineastas identificadas. Essas figuras essenciais, que Helena
Ignez vai repetir e modelar de filme a filme, podem ser identificadas como o
“satélite”, a “histeria”, a “pose” e a “sedução” e colocam a questão da imobilidade do
corpo do ator e das relações extrafílmicas entre ator e diretor. Ignez se torna uma
verdadeira “atriz-autora”, conceito criado por Patrick McGilligan, quando colabora
com o cineasta que foi seu companheiro, Rogério Sganzerla. Assim, ela é capaz de
definir e orientar não somente a criação de um personagem ficcional, mas também a
organização formal de planos, sequências e até de filmes inteiros, tornando-se
coautora dos processos coletivos audiovisuais, sobretudo os filmes da época Belair,
em que atua.

Palavras-chave


Poéticas da colaboração; Atores de cinema; Estética do cinema; Cinema marginal; História do cinema brasileiro.

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Referências


AMIEL Vincent. “Comment le corps vient aux hommes? Jeux de l’acteur américain”, Conférences de la Cinémathèque Française, Paris, 20 de novembro de 2008

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MCGILLIGAN Patrick. Cagney, the Actor as Auteur., London : A.S Barnes, South

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ISSN 2176-9516

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