O Significado da noção de silêncio enquanto preceito filosófico e instrumental criativo nos processos artísticos do Oriente e Ocidente

Carlos Frederico Bustamante

Resumo


A presente comunicação tem por objetivo a exposição do significado de alguns
preceitos filosóficos e criativos relacionados ao pensamento e arte japoneses, a
fim de fornecer subsídios à cultura ocidental na compreensão do potencial do
silêncio, interior e exterior, enquanto perspectiva objetiva e subjetiva
favorecedora nos processos de criação na arte e, em especial, no teatro. Como
referências para a proposta da comunicação em curso, o autor ateve-se às
reflexões do encenador Peter Brook acerca da percepção e importância do
papel do silêncio em seu trabalho enquanto diretor, a relação do silêncio e a
observação da natureza enquanto bases para a criação da poesia tradicional
japonesa dos haikais, e alguns elementos da filosofia Zen, tanto presentes nos
fundamentos dos haikais, quanto no teatro também tradicional japonês, o nô. O
propósito é mapear as possíveis interseções entre estes procedimentos
criativos tão particulares e ao mesmo tempo afins, no intuito de propiciar um
diálogo criativo e fecundo transcultural, que possibilite ao artista um olhar
distinto do usual, ampliando a sua capacidade de percepção diante das
estreitas relações entre vida, arte e criação.

Palavras-chave


Silêncio; Transculturalidade; Orientalismo; Criação; Teatro.

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Referências


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ISSN 2176-9516

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