Saindo do escuro armário: Reflexões sobre a temática homoerótica no cinema e suas relações com os arquétipos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung

Frederico Bustamante

Resumo


O presente trabalho pretende refletir sobre os significados de cinco noções
arquetípicas centrais da psicologia analítica de Carl Gustav Jung: “Animus”,
“Anima”, “Persona”, “Sombra” e Self ou “Si mesmo” e relacioná-los ao papel da
fruição estética do cinema com temática homoerótica no processo de
conscientização e consequente autoaceitação individual da homossexualidade.
Entendendo como uma espécie de matriz formadora da psique humana desde
os primórdios, Jung concebeu o conceito de arquétipo no intuito de iluminar as
diferentes manifestações das dinâmicas inconscientes com o fim de analisá-las
e compreendê-las. Desta forma, o estudo em questão propõe-se a observar e
concluir sobre a importância da linguagem cinematográfica, ao se revelar como
uma projeção do inconsciente criativo humano, no caminho do favorecimento
da ruptura e transformação dos padrões normativos vigentes relacionados às
formas legitimadas da sexualidade. A metodologia do trabalho pressupõe a
análise de filmes de temática homoerótica e o estudo de textos teóricos de Carl
Gustav Jung.

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Referências


JUNG, Emma. Animus e Anima. SP: Ed. Cultrix, 1967.

GRINBERG, Luiz Paulo. Jung – O homem criativo. SP: Ed, FTD, 1997.

HOPCKE, Robert H. Jung, junguianos e a homossexualidade. SP: Ed. Siciliano, 1989.

REFERÊNCIA FILMOGRÁFICA:

INFÂMIA. Direção Willian Wyler. Produção: Willian Wyler. Metro-Goldwyn-

Mayer, 1961. 1 bobina cinematográfica.


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ISSN 2176-9516

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