Xirê: uma performance corporal de restauração da energia vital

Tatiana Maria Damasceno

Resumo


Axé, energia vital presente em todos os elementos da natureza. A performance do
corpo-orixá no ritual do xirê gera e dilata o axé, a energia primordial, que se configura na
festa pública através de formas simbólicas de comunicação. Este estudo tem por objetivo
discutir a performance do corpo-orixá como uma dramatização que produz e veicula o axé
no sentido de restaurar, marcar e modificar a energia física, mental, espiritual e social dos
atores participantes do ritual. A restauração da energia possibilita, no cotidiano, a
propagação de saberes, de procedimentos e de memórias. O corpo dilatado do frequentador
do candomblé, na prática do dia-a-dia, performa atitudes, posturas, gestos e movimentos
que preservam a sua identidade sócio-cultural.

Texto completo:

PDF

Referências


BASTIDE, Roger. O Candomblé da Bahia: Rito Nagô. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

BENISTE, José. Òrun Àiyé: O Encontro de Dois Mundos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

GARAUDY, Roger. Dançar a Vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC Editora,1989.

ELBEIN DOS SANTOS, J. Os Nagô e a Morte: Asésé e o Culto Égum na Bahia. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2001.

LUZ, Marco Aurélio. Agadá: Dinâmica da Civilização Afro-brasileira. Salvador: EDUFBA, 2002.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

SCHECHNER, Richard. O Que é Performance. In: O Percevejo. Revista de Teatro, Crítica e Estética. Estudos da Performance. Programa de Pó-Graduação em Teatro. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2003.

TAVARES, Júlio César de Souza. Dança da Guerra: Arquivo – Arma. Brasília: Dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, 1984.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2176-9516

Fomento à pesquisa e apoio