Estruturas e Restrições na composição improvisada em dança

Mariane Araujo Vieira

Resumo


Na composição improvisada em dança há uma intensificação das relações do momento presente, expondo o corpo a situações não definidas e não esperadas. As estruturas que podem nortear a criação são de cunho restritivo, poético, visual, espacial, sonoro, entre outros, que se tornam uma forma de afunilar as múltiplas possibilidades de criação do corpo em movimento. Dessa forma, escolher regras é uma forma de lidar com o infinito, mas que na verdade, é lidar com um infinito “menor”, pois as escolhas continuam a ser inúmeras, uma vez que, por conta de uma restrição, uma regra aponta uma direção, mas a forma como se faz o caminho é infindável. Assim, os regramentos são modos de eleger elementos insistentes numa obra, tornando o jogo um primeiro esforço possível de composição e de estabelecimento de uma dimensão dramatúrgica.


Palavras-chave


Improvisação; estruturas; regras compositivas; composição.

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ISSN 2176-9516

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