Palhaço Xamego: imbricamentos filosóficos entre gênero e biopoder/biopotência

Olívia Mara Rodrigues Melo, Alberto Ferreira da Rocha Junior

Resumo


Este artigo examina a expressão de Maria Eliza que atuava como palhaço Xamego, no grupo Circo-Theatro Guarani. A pesquisa vem sendo realizada a partir das fontes orais transcritas por Mariana Gabriel e sua equipe- família, disponíveis no blogspot do palhaço Xamego. Bem como, buscamos ampliar as fontes em outras mídias digitais, como acervos de livros e imagens. Como palhaço mulher, quais eram os números, a dramaturgia de sua palhaça, o corpo, o figurino, os trejeitos, as marcações em palco? Esse revisitar a história traz atravessamentos que emergem a partir das investigações, o percurso do palhaço/clown e das mulheres na comicidade e na palhaçaria. Assim como imbricamentos filosóficos e historiográficos, entre mulheres na história, questões de gênero e o movimento feminista. Para isso teremos como aportes teóricos as relações entre modulação dos corpos e relações de poder (biopoder e biopolítica) com Michael Foucault, e as análises de Silvia Frederic em relação à mulher e ao capitalismo.

Palavras-chave


Palhaçaria; Gênero; Feminismo; Biopoder; Biopotência.

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ISSN 2176-9516

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