Barrela e os condenados da terra

Isa Etel Kopelman

Resumo


Resumo: Esse artigo propõe um exame dos conceitos de “teatro-da-vida” e extravasamento da forma dramática a serem analisados em Barrela, de Plínio Marcos. Nessa peça o autor inaugura a galeria de seres apartados e malditos, os marginalizados, com uma linguagem coloquial e agressiva, e que se movem em meio a uma sociedade de rapinagem com uma irracionalidade instintiva, de ação e reação. Visando uma leitura das tematizações de seu teatro da crueldade, fora das vertentes mais literais do naturalismo, são consideradas as investigações de Jean-Pierre Sarrazac sobre o teatro moderno e contemporâneo. Assim, buscamos o exame dessas questões à luz da própria estrutura textual que, numa camada mais profunda, nos revela formas mais abertas de sentidos relativas à elaboração da fabulação e narratividade, à ideia de drama e ação e, finalmente, às configurações dos personagens.

Palavras-chave: teatro da crueldade; drama moderno; naturalismo; Sarrazac. 


Texto completo:

PDF