A voz do silêncio na arte de Edward Hopper. Ou a modernidade desencantada

Maria Bernardete Ramos Flores - Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo


Edward Hopper criou formas onde reinam o vazio e o silêncio para expressar ícones da topologia da vida moderna norte-americana (hotel, cafeteria, bar, vagão de trem, estrada, teatro, cinema, salas de espera). São imagens reconhecíveis, porém cheias de fantasmas. As paisagens rurais evocam a nostalgia pela “idade de ouro”; as paisagens urbanas são melancólicas e iluminadas por uma luz estranha. Incluído entre os descontentes da modernidade, sua arte encontra-se sob o signo do Spiritus phantasmaticus, que ilumina artistas, poetas e pensadores de temperamento saturnino, inclinados a esquecer das horas e dos dias, postos a refletir sobre o mistério da realidade cotidiana.

Palavras-chave


Edward Hopper, modernidade, arte, silêncio, fantasmas.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.24978/mod.v1i2.757

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 MODOS