Almoços partilhados, amores não correspondidos e conversas inacabadas. Quotidiano e arte contemporânea

Margarida Brito Alves, Bruno Sousa Marques - Universidade Nova de Lisboa

Resumo


A tentativa de fixar o trivial, de dar visibilidade ao aparentemente banal e de, assim, recusar que o quotidiano se dilua no esquecimento é um dos traços que podemos identificar em muitas das propostas artísticas que têm vindo a ser desenvolvidas, sobretudo desde o segundo pós-guerra. Esta produção privilegia um renovado contacto com a realidade e traduz-se através da apropriação, utilização e problematização das suas matérias, dos seus objectos e dos seus gestos - como se tornou particularmente evidente na Pop Art ou no Nouveau Réalisme, mas também nas diferentes dinâmicas performativas que se consubstanciaram ao longo das décadas seguintes e que continuam a ser exploradas na actualidade. Partindo da década de 1960, e tomando como referência a produção de diferentes artistas que recuperaram acções muitas vezes consideradas como anónimas ou residuais (Lefebvre 1947), este artigo procura problematizar o quotidiano nas práticas artísticas contemporâneas.


Palavras-chave


Arte Contemporânea; Quotidiano; Daniel Spoerri; Sophie Calle; Tino Seghal.

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DOI: https://doi.org/10.24978/mod.v2i1.797

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