Paisagens sem memória: uma análise das paisagens de Joan Fontcuberta em “Orogenesis”

Anna Letícia Pereira de Carvalho

Resumo


Joan Fontcuberta é conhecido desde os anos 1970 pela natureza escorregadia de suas fotografias. Neste artigo analisamos o projeto fotográfico “Orogenesis”, formado por imagens de paisagens criadas por um software através de pinturas e fotografias escolhidas pelo artista. Pensamos a questão da paisagem enquanto projeto de representação da beleza natural versus a criação imaginativa de Fontcuberta. O referencial teórico é formado pelo próprio Fontcuberta e pelo Vilém Flusser, na tentativa de unir o pensamento dos dois teóricos. Utilizamos três fotografias do projeto como base para a análise e concluímos que existe uma ruptura ou confronto entre a nova e a velha fotografia, por causa de mudanças no paradigma tecnológico que definem novos caminhos e funções para a imagem fotográfica.

Abstract

Joan Fontcuberta has been known since the 1970s by the slippery nature of her photographs. In this article we analyze the photographic project "Orogenesis", formed by images of landscapes created by software through paintings and photographs chosen by the artist. We think of the landscape as a project of representation of natural beauty versus the imaginative creation of Fontcuberta. The theoretical reference is formed by Fontcuberta himself and Vilém Flusser, in an attempt to unite the two theorists' thinking. We used three photographs of the project as a basis for the analysis and concluded that there is a rupture or confrontation between the new and the old photograph, because of changes in the technological paradigm that define new paths and functions for the photographic image.

Resumen

Joan Fontcuberta es conocido desde los años 1970 por la naturaleza resbaladiza de sus fotografías. En este artículo analizamos el proyecto fotográfico "Orogenesis", formado por imágenes de paisajes creadas por un software a través de pinturas y fotografías elegidas por el artista. Pensamos la cuestión del paisaje como proyecto de representación de la belleza natural versus la creación imaginativa de Fontcuberta. El referencial teórico está formado por el propio Fontcuberta y el Vilém Flusser, en el intento de unir el pensamiento de los dos teóricos. Utilizamos tres fotografías del proyecto como base para el análisis y concluimos que existe una ruptura o confrontación entre la nueva y la vieja fotografía, a causa de cambios en el paradigma tecnológico que definen nuevos caminos y funciones para la imagen fotográfica.


Palavras-chave


Joan Fontcuberta. Paisagens. Imagem Técnica. Vilém Flusser.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.20396/rv.v2i2.421

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