O processo ou corpo de memória

Antonio Quadros Ferreira

Resumo


Aparentemente ambiciosa e arriscada no assunto a abordar, esta comunicação, com o título de O processo ou corpo de memória, pretende suscitar alguma reflexão, nova e continuada, sobre um âmbito mais geral da pintura. De uma pintura considerada sem fronteiras, logo, sem territórios específicos ou exclusivos, tendo em conta um conceito mais amplo da pintura onde se assume uma dimensão mais expandida ou distendida nos seus propósitos circunstanciais e conjecturais.

Tendo como ponto de partida o universo, recíproco, da criação e da investigação em pintura, é nosso desejo sugerir a possibilidade do entendimento de que a pintura é um processo intelectual e um conhecimento em estado de recepção. Consequentemente, a ideia de que a pintura cumpre-se no intervalo entre o pensar e o fazer.

O mesmo que processo ou corpo de caminho?

Permanece, portanto, a pergunta sobre a possibilidade da lição da pintura. Lição na sua acepção mais ampla e que permite, no registo da recepção da criação artística, constatar as acções de revelar, de conhecer e de interpretar a transposição do conhecimento para a acção. Como estado de relação de um pensar e de um fazer em processo. Este será provavelmente o lugar, por excelência, da lição da pintura: a lição do que se deseja saber mas que não se sabe.

Por isso, esta comunicação não é mais do que uma exposição, aberta, uma espécie de texto pintado, ou pintura escrita, estruturada em cinco momentos: o primeiro, que pergunta a lição da pintura, o segundo, que relaciona a investigação entre a teoria e a prática, o terceiro, que diz o processo ou corpo de memória, o quarto, que aborda a structure molle como ideia operativa, e finalmente, o quinto e último momento, que pergunta se a pintura faz a lição em mundo.

Abstract

Apparently ambitious and risky in the subject to be addressed, this communication, entitled The process or body of memory, seeks to elicit some new and continuous reflection on a more general scope of painting. From a painting considered without frontiers, therefore, without specific or exclusive territories, taking into account a broader concept of painting where a more expanded or extended dimension is assumed in its circumstantial and conjectural purposes.

Having as a starting point the reciprocal universe of creation and research in painting, we wish to suggest the possibility of the understanding that painting is an intellectual process and a knowledge in a state of reception. Consequently, the idea that painting is accomplished in the interval between thinking and doing.

Same process or body path?

So the question remains about the possibility of the lesson of painting. Lesson in its broadest sense and which allows, in the recording of the reception of artistic creation, to verify the actions of revealing, knowing and interpreting the transposition of knowledge into action. As a relationship state of thinking and doing in process. This is probably the place, par excellence, of the lesson of painting: the lesson of what one wishes to know but one does not know.

Therefore, this communication is no more than an open exposition, a kind of painted text, or written painting, structured in five moments: the first, which asks the lesson of painting, the second, which relates research between theory and practice, the third, which says the process or body of memory, the fourth, which addresses the structure molle as an operative idea, and finally, the fifth and last moment, which asks if painting does the lesson in the world.

Resumen

Aparentemente ambiciosa y arriesgada en el asunto a abordar, esta comunicación, con el título de El proceso o cuerpo de memoria, pretende suscitar alguna reflexión, nueva y continuada, sobre un ámbito más general de la pintura. De una pintura considerada sin fronteras, luego, sin territorios específicos o exclusivos, teniendo en cuenta un concepto más amplio de la pintura donde se asume una dimensión más expandida o distendida en sus propósitos circunstanciales y conjeturales.

Con el punto de partida, el universo, recíproco, de la creación y de la investigación en pintura, es nuestro deseo sugerir la posibilidad del entendimiento de que la pintura es un proceso intelectual y un conocimiento en estado de recepción. En consecuencia, la idea de que la pintura se cumple en el intervalo entre el pensar y el hacer.

El mismo proceso o cuerpo de camino?

Por lo tanto, permanece la pregunta sobre la posibilidad de la lección de la pintura. Lección en su acepción más amplia y que permite, en el registro de la recepción de la creación artística, constatar las acciones de revelar, de conocer e interpretar la transposición del conocimiento para la acción. Como estado de relación de un pensar y de un hacer en proceso. Este será probablemente el lugar, por excelencia, de la lección de la pintura: la lección de lo que se desea saber pero que no se sabe.

Por eso, esta comunicación no es más que una exposición, abierta, una especie de texto pintado, o pintura escrita, estructurada en cinco momentos: el primero, que pregunta la lección de la pintura, el segundo, que relaciona la investigación entre la teoría y la práctica, el tercero, que dice el proceso o cuerpo de memoria, el cuarto, que aborda la estructura molle como idea operativa, y finalmente, el quinto y último momento, que pregunta si la pintura hace la lección en el mundo.

 


Palavras-chave


Artes visuais; Pintura; Metodologia

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.20396/rv.v2i2.428

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