A arte, a obra, o mundo

Luiz Sérgio da Cruz Oliveira

Resumo


Para muitos, a arte nunca esteve nem tampouco está afastada de sua dimensão crítica. Quer tenha colorações políticas e/ou ideológicas ou se apresente simplesmente como apolítica, a arte se mantém diligente diante das coisas do mundo, o que seria suficiente para assegurar e mesmo consagrar a criticidade da arte, independentemente da vontade, do desejo ou mesmo da intencionalidade do artista criador. No entanto, essas afirmações, lançados ao vento na expectativa de sua replicação acrítica ad infinitum, parecem comprometidas com a naturalização de mitos que tendem a transformar o processo de criação artística em narrativas fabulosas, empurrando a arte para os confins de um imaginário no qual a arte parece dissociada do mundo, ao contrário do que supõe sua dimensão crítica.

Abstract

For many, art has never been and is not far from its critical dimension. Whether it has political and / or ideological coloring or is simply apolitical, art remains diligent in the face of the world, which would be enough to ensure and even consecrate the criticality of art, regardless of the will, desire or even intentionality of the creative artist. However, these claims, thrown to the wind in the expectation of their uncritical replication ad infinitum, seem to be compromised by the naturalization of myths that tend to transform the process of artistic creation into fabulous narratives, pushing art to the ends of an imaginary in which art seems to be dissociated from the world, contrary to what its critical dimension implies.

Resumen

Para muchos, el arte nunca estuvo ni tampoco está alejada de su dimensión crítica. En el caso de que haya coloraciones políticas y / o ideológicas o se presente simplemente como apolítica, el arte se mantiene diligente ante las cosas del mundo, lo que sería suficiente para asegurar e incluso consagrar la criticidad del arte, independientemente de la voluntad, del deseo o incluso de la intencionalidad del artista creador. Sin embargo, estas afirmaciones, lanzadas al viento en la expectativa de su replicación acrítica ad infinitum, parecen comprometidas con la naturalización de mitos que tienden a transformar el proceso de creación artística en narrativas fabulosas, empujando el arte hacia los confines de un imaginario en el que la el arte parece disociado del mundo, al contrario de lo que supone su dimensión crítica.


Palavras-chave


Arte; Obra; Mundo

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DOI: https://doi.org/10.20396/rv.v3i4.786

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