A pesquisa como processo de criação

Celina Nunes de Alcântara

Resumo


Pensar o ato de pesquisar na perspectiva da criação ou, dito de outra forma, como
um ato de criação, é a proposta da reflexão empreendida. Assim, a criação estaria
relacionada diretamente ao modo como nos formamos e transformamos em nossas práticas de pesquisa, ou, ainda, a um exercício de conhecimento – esse entendido como aquilo que transforma, altera e compromete o próprio ser do sujeito – que redunda numa ascese. Essa reflexão é, ao mesmo tempo, a tentativa de levantar questões acerca da criação como procedimento e, como consequência, também sobre o processo de pesquisa. Procedimento esse que visa à adoção de uma conduta criadora para o processo, e, por consequência, constituída também pela auto-criação, que pode emanar dessa experiência. Pauta-se essa reflexão nas ideias de invenção de si, de uma relação ética e estética com a própria existência e de constituição de subjetividade, a partir da forma como foram elaboradas, sobretudo, em Foucault, Nietzsche e Virginia Kastrup.

Palavras-chave


Criação; Práticas de pesquisa; Subjetividade.

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Referências


FOUCAULT, Michel. Estratégia, poder-saber. Ditos e escritos IV. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

FOUCAULT, Michel. Ética, sexualidade e política. Ditos e escritos V. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

FOUCAULT, Michel. A hermenêutica do sujeito. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

KASTRUP, Virginia. A invenção de si e do mundo. Uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição, São Paulo: Papirus Editora, 1999.

PASSERON, René. Da estética à poiética, Porto Arte, Revista do Mestrado em Artes Visuais. UFRGS. Porto Alegre, v.8, n.15, p. 103-116, nov. 1997.


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ISSN 2176-9516

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