Cinema de temática LGBTQ, a noção de discurso em Foucault e a crítica feminista da representação

Frederico Bustamante Pontes

Resumo


O trabalho discorre sobre a metodologia de pesquisa de uma tese de doutorado na qual a análise fílmica se vinculou ao cinema de temática lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual, transgênero e queer. Tal estudo teve como referenciais as teorias de gênero e sexualidades e a metodologia teve como foco o olhar sobre o cinema desenvolvido a partir do conceito de discurso de Michel Foucault e da crítica feminista da representação. Esta última vem demonstrando que qualquer imagem da nossa cultura está situada dentro e por sua vez é interpretada a partir de contextos amplos e relacionados às ideologias patriarcais. Desta forma, os valores e efeitos destas imagens são sociais e subjetivos, estéticos e afetivos, pois permeiam toda a estrutura social e, consequentemente, todos os sujeitos sociais, tanto mulheres quanto homens. Com base principalmente nas teorias feminista da representação, de Laura Mulvey (1983), do aparelho cinematográfico de Teresa de Lauretis (1994, 2003) e da conceituação de Michel Foucault sobre discurso, foi possível observar, criticamente, como as noções identitárias citadas foram construídas e representadas nos filmes analisados.


Palavras-chave


Cinema LGBTQ; discurso; Foucault; teoria feminista da representação

Texto completo:

PDF

Referências


AUMONT, Jacques; MARIE, Michel. Dicionário teórico e crítico de cinema. São Paulo: Papirus, 2012.

CASTRO, Edgardo. Vocabulário de Foucault. Um percurso pelos seus temas, conceitos e autores. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

FERNANDES, Cleudemar A. Discurso e sujeito em Michel Foucault. São Paulo: Interneios, 2012.

FOUCAULT, Michel. Genealogia da ética, subjetividade e sexualidade. Rio de Janeiro: Forense, 2014a.

_______. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 2014b.

GATTI, José. Laura Mulvey. laFuga, nº 21, 2018. Disponível em:. Acesso: 01 out 2018.

HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: PUC-RIO – Apicuri, 2016.

LANZ, Letícia. O corpo da roupa. A pessoa transgênera entre a conformidade e a transgressão das normas de gênero. Curitiba: Transgente, 2015.

LAURETIS, Teresa. A tecnologia de gênero. In: HOLLANDA, Heloisa B. (Orgª). Tendências e impasses. O feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. pp. 206-241.

_______. Imagenação. Caderno de pesquisa e debate do núcleo de estudos de gênero da UFPR. Curitiba, n. 2, dezembro de 2003. pp. 2-79.

MARIANO, Silvana A. O sujeito do feminismo e o pós-estruturalismo. In: Estudos Feministas, nº 13(3), Florianópolis, pp.483-505, set/dez 2005.

MILANEZ, Nilton. Foucault e o cinema: para uma breve arqueologia das imagens em movimento. . In: PIOVEZANI, Carlos; CURCINO, Luzmara e SARGENTINI, Vanice (Orgs). Presenças de Foucault na Análise do Discurso. São Carlos: EDUFSCAR, 2014.

MULVEY, Laura. Prazer visual e cinema narrativo. In: XAVIER, Ismail (org.). A experiência do cinema (org.). Rio de Janeiro: Graal, 2003. pp. 437-453.

PINO, Angel. Imagem, mídia e significação. In: LENZI, Lucia H. C.; DA ROS, Silvia Z.; DE SOUZA, Ana M. A.; GONÇALVES, Marise M. (Orªs). Imagem: intervenção e pesquisa. Florianópolis: UFSC, 2006.

STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas: Papirus, 2013.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2176-9516

Fomento à pesquisa e apoio